Dormir também é nutrição
Há dias em que a fome parece não ter fundo. Antes de culpar a força de vontade, vale a pena olhar para a noite anterior.
O que acontece quando dormimos pouco
Vários estudos mostram que a privação de sono altera hormonas ligadas ao apetite: a grelina, que estimula a fome, tende a subir, e a leptina, associada à saciedade, tende a descer. O resultado é um dia com mais vontade de alimentos muito energéticos e menos paciência para cozinhar.
Três hábitos para o fim do dia
- Jantar com tempo. Uma refeição completa duas a três horas antes de deitar costuma ser mais confortável do que comer à pressa no sofá.
- Cafeína com hora marcada. O efeito do café pode durar várias horas, e muitas pessoas dormem melhor quando o último é tomado até ao início da tarde.
- Luz baixa, ecrãs longe. Uma rotina previsível ajuda o corpo a perceber que o dia acabou.
Dormir bem não é um luxo para quem já come bem. Muitas vezes é o primeiro passo para conseguir comer bem.
Se o sono é um problema persistente, fala com o teu médico de família. A alimentação ajuda, mas não substitui uma avaliação.